Feliz é fado do puro inocente. Esquecida pelo mundo que ela esqueceu…


True Blood
setembro 27, 2008, 2:26 pm
Filed under: Séries | Tags: ,

1×01 – Uma bosta grande

1×02 – Bem legal

1×03 – Excelente

Como pude duvidar dos talentos de Allan Ball? As vezes minha falta de crença nas capacidades alheias me irrita.(Como também me proporciona gratas surpresas)

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Saber ver.
setembro 24, 2008, 12:58 am
Filed under: complexidade | Tags: , , , , ,

Saber ver é um dos processos mais difíceis nos dias de hoje, pois estamos extremamente acostumados à julgar tudo e todos a todo o tempo.
Nossa cultura, nossa realidade linear-cartesiana foi montada em cima da percepção visual, enquanto matamos pouco a pouco os outros sentidos.
Hoje em dia não sabemos comer, não sabemos cheirar, não sabemos tocar e sentir, e pior de tudo, não sabemos ouvir. Não sabemos ouvir o outro, não conseguimos nos atentar a informações sem pré-julgar. Não sabemos mais ouvir música.
O parágrafo anterior foi apenas para salientar o quanto deixamos de lado os outros sentidos na nossa percepção do mundo, então, não era de se espantar que nossa capacidade de visão ficasse saturada também. Com o tempo, perdemos a capacidade de nos concetrarmos totalmente no objetivo, pois desde o primeiro instante já estamos julgando o objeto/pessoa procurando padrões aos quais poderiamos classifica-lo.
Temos medo de chegar no final da experiência e estarmos vazios de opnião. Nos tornamos escravos de nossas próprias mentes e nem percebemos isso.

Não somos livres. Liberdade é, como bem disse algum filósofo bem sagaz é o espaço de tempo que nos permitimos pensar, entre o impulso questionativo e a resposta que apresentamos.

Se vemos uma pessoa diferente, já analisamos todas as suas características, tentando encontrar padrões classificativos, para saber como lidaremos com ela. Esse é o comportamento natural da nossa sociedade. Mas a verdade é que somos enganados o tempo todo por esses padrões extremamente simples que julgamos coerentes na nossa forma de lidar com o mundo. A verdade é que não enjoamos de dar com a cabeça na parede. Sempre arriscamos mais uma vez, pois na próxima, com certeza vou acertar meu pré-julgamento!

Como bem dizia Fernando Pessoa:

O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós, que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender.

Oque ele provavelmente quis dizer é que simplismente não tem como ver e pensar ao mesmo tempo, nem fazer qualquer outra coisa. Devemos reaprender a nos concentrar 100% ao que estamos fazendo, durante todo o dia. A paz se encontra no aqui/agora, no presente.

E o presente, nos ultimos tempos está tão difícil de se perceber…



sobre o amor.
setembro 9, 2008, 1:47 pm
Filed under: Uncategorized

…e então descobri que o amor não é apenas um sentimento, mas o significado e valor que escolhemos dar as pessoas, e principalmente a honra que dedicamos à esses significados. Desse princípio que ele passa à existir, portanto ele não é causa, é consequência de escolhas que fazemos. Mas as pessoas invertem sua ordem e, infelizmente, o amor nunca funciona ao contrário.