Feliz é fado do puro inocente. Esquecida pelo mundo que ela esqueceu…


Celular.
janeiro 5, 2009, 4:02 pm
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Meu celular ficou ruim esses tempos e nao tenho dinheiro para comprar um agora, entao, obviamente, fiquei sem um aparelho para ouvir musicas enquanto nao me comunico com a sociedade, e tambem para marcar as peladinhas na praia (peladinha means futebol com os amigos no carioques).
Viajando numa brisa de indica, meu cunhado quase explode a porta do meu quarto, com um celular na mao, achado na rua! Sorte a minha!
Ganhei um cel enquanto mentalizava a tristeza que seria passar o verao inteiro tendo que caminhar ate a casa dos amigos para ver se rolaria a vagabundagem brasileira na praia;

Provavelmente, todo mundo hoje em dia ja achou um celular na rua. Apos o bum do celular, em 2001, qualquer pobre que podia comprar 1kg de arroz na vendinha do seu joao, pode passar a se divertir com joguinhos ultra modernos nos seus aparatos moveis, oque saturou o Brasil de celulares.

Enfim, queria perguntar para vcs, quem costuma devolver celular quando acha na rua?
Nao que isso tenha me dado peso na consciencia, ate porque nao tenho isso a mt tempo, mas, soh por curiosidade mesmo. Dos meus amigos, nenhum devolve. Isso significa algo? hehehe

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Sonhos
janeiro 3, 2009, 3:14 am
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E os sonhos oque sao?
Talvez vontades, desejos de uma parte de nos que eh incapaz de conhecer o medo, o conformismo e continua a acreditar que o ser ainda eh capaz de estar inteiro novamente.

Como a grande maioria das pessoas, eu passei por muitos momentos decepcionantes, conheci muitas pessoas que gostaria de apagar da minha mente. Esquecer que um dia acreditei que poderia ser amigo de todos e falar a verdade para todos.
A verdade doi. A inteligencia em certa altura, nos nos apresenta o esquecer voluntario. Quanto mais inteligentes, menos percebemos a dor, a negligencia, a ignorancia do mundo a nossa volta, e principalmente a nossa inocencia.
Eu escolhi esquecer.
Nos colocaram em casinhas brancas, simples e bonitas, nos deram uma funcao, nos forneceram um sentido, nos tornaram cidadaos. Pra que? Porque?
O pensamento eh o fenomeno de ser capaz de fazer escolhas, mas na verdade, oque escolhemos em nossa vida?
Oque assistimos? Oque comemos? Com quem andamos? Quem casamos? Onde viveremos? Quem realmente escolhe alguma coisa? Na melhor das hipoteses, apenas seguimos o nosso exemplo mais bem sucedido. Cade escolha? Cade criacao? Cade o novo? Cade a VIDA?

Jogamos no lixo oque temos de mais precioso na vida, nossa capacidade de pensar, de decidir oque faremos da nossa vida, para viver ao relento do acaso, apenas por uma coisa:
“Seguranca de saber que assim, evitando escolher, a culpa nao eh nossa.”
Mas eh. A culpa eh nossa. A culpa eh minha.

E oque eu quero, oque eu sonho?
Acho que nao sou mais capaz de tal coisa, a igreja fez bem seu trabalho em 2000 anos.
Na verdade, acho que a parte mais triste, eh olhar em volta e ver que todas as pessoas que eu conheco sao assim, sem esperanca em si mesmas. Vivendo ao acaso. Moribundos, mortos-vivos. Ainda sao apegadas ao seu personagemzinho social, mas a chama da vontade jah nao existe mais em ninguem; Sao apenas o carvao da maquina. Exatamente… como… eu…



primeirodejaneirodedoismilenove.
janeiro 1, 2009, 10:31 pm
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Tirei o dia para arrumar meu quarto, que a varias semanas estava totalmente desorganizado, obviamente culpa da sagaz preguica que nunca me abandona.
Limpei os armarios, varri o chao, organizei os cds, livros, objetos.
Achei a gaveta de cartas antigas. Lembrei da primeira paixao virtual, atraves de uma cartinha que a menina me mandou de bemmmm longe, santa catarina. Uma cartinha e uma foto, fofo.
Achei as cartas das ex namoradas, das duas pra ser mais exato. Infelizmente nao foram muitas mas me ensinaram muitas coisas, consciente e inconscientemente.
Isa com sua sagacidade, capacidade de evitar os problemas maiores e sua disposicao pra enfrentar os menores. Tristemente nao tinha felicidade em seus olhos, coisa que nunca consegui colocar.
Carol, inocente, nao sabia nada da vida, e isso lhe era suficiente. Dessa inocencia eu me alimentava, preparando o estado de espirito que viria a me acompanhar poucos anos depois.

Achei tambem alguns telegramas e cartas do meu pai. Enquanto lia uma que ele usara oque lhe restava de humanidade para redigir com amor, me intrigava o porque da raiva que ainda sinto dele.
Seria pelo abandono ou por ser filho e compartilhar caracteristicas que nao me agradam?
A verdade, pelo menos por agora, eh que nao sinto mais raiva, desprezo, nem pena. Nao quero sentir pena. Compaixao tira a capacidade do ser humano de se reerguer por si, de alcancar sua redencao.
Nao preciso perdoa-lo, porque oque esta feito, acabou… virou passado. Oque importa eh o futuro, e pra esse sim estou de bracos abertos.

A proposito, guardei apenas as cartas boas, que trazem boas lembrancas, as que me recordavam coisas ruins, brigas e afim, encontraram seu lugar no lixo, apagadas da minha memoria, excluidas do meu estar.



Independencia e liberdade
janeiro 1, 2009, 10:13 pm
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Esses dias tenho pensado muito na liberdade e no que ela representa para o ser humano.
Pensei muito em como minha forma de enxergar a vida mudou nesses poucos 20 e tantos anos que tenho.
A conclusao que cheguei foi a seguinte:
Eu nao sei lidar com liberdade. Quando eu era moleque, eu fazia, criava, existia, simplesmente porque alguem me era dono de mim, no caso, minha mae.
Explicando melhor, eh como se eu soubesse perfeitamente oque eu pudesse fazer dentro dos meus limites. Eu os conhecia muito bem, e os explorava em sem culpa. Pois se ultrapassa algum deles, logo, um puxao de orelha me faria parar e perceber melhor oque estava fazendo. Nao me preocupava pois nao precisava me preocupar. Alguem fazia o trabalho por mim.
Conforme fui crescendo, fui percebendo que liberdade eh responsabilidade e isso me assustou.
Nao queria ser dono de uma vida, de uma vida. Se desse certo beleza, mas se desse errado? A responsabilidade obviamente seria minha.
A questao eh que a partir do momento que percebi isso, parece que um veu se destacou dos meus olhos e do meu coracao e a vontade de criar aos poucos foi novamente ganhando forca dentro de mim.
Tenho vontade de fazer coisas, pintar, escrever, trabalhar, morar sozinho, viajar. E isso eh engracado porque a anos nao sentia essa vontade verdadeira, as poucas vezes nesse tempo que quis fazer algo, foi pra evitar o presente, fugir, nao enxergar a vida que esvaia em minhas maos e nao ouvir o tique do relogio incessante aos meus ouvidos.