Feliz é fado do puro inocente. Esquecida pelo mundo que ela esqueceu…


Chinese Democracy
novembro 19, 2008, 9:56 am
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Na época da escola, sempre fui dos meninos que pendiam para o grupo do Nirvana, na disputa quem é melhor, que sempre rolava entre Guns N’ Roses e a banda de Cobain.

Sempre curti o jeito mais despojado e meio ‘i dont care about the life’ influenciado pelo nirvana e suas músicas auto-destrutivas, em vez do pretencionismo advindo do hard rock sux de axl rose. Para explicar melhor, só existe uma música esse gênero que consquistou minha afeição, Paradise City. Aquele ritmozinho do meio, apesar de ser a coisa mais cliché do rock é tãããooooooo divertido! :$

Essa apresentação escrota foi só pra justificar que eu apesar de não gostar, estava curioso quando o extremamente aguardado cd Chinese Democracy, no qual a bandinha fez o mundo esperar 14 anos por uma suposta obra prima do Hard Rock. Ai ai.

Então o cd saiu, comecei a ouvir nesse momento.

quando acabar o disco, edito o post e falo oque acho!

Cd devidamente apagado e computador devidamente exorcizado dessa merda.



Top10 – Melhores Discos de 2008

2008 foi o ano que eu reaprendi a ouvir música, que eu reaprendi a gostar de música. 2007 foi basicamente um ano preparatório para tudo que eu viria a conhecer musicalmente neste ano. Simples assim, conheci muitos dos albuns da minha vida esse ano, mas a grande maioria não foi lançado neste ano, por isso não entrará nessa lista, salvo o album que ganhou a primeira primeira posição e o cd do constantina que é maravilhoso demais e com certeza me acompanhará por muito tempo.

Provavelmente logo farei um Top10 dos cds da vida, mas por enquanto fiquem com os melhores discos de 2008 na minha humilde opnião.

10 – Envydust – Um.

O leilão do Lote 77, provavelmente a música mais blow mind que eu ouvi em português esse ano.

Esse cd conta 3 histórias distintas, cheias de reflexão, assuntos polêmicos como suicídio, religião, liberdade e por ae vai. Instrumental coeso, rasgado, vocais violentíssimos e muitos, muitos questionamentos.

“Um infinito porquê?”

09 – Sigur rós – Með suð í eyrum við spilum endalaust

Eu não me empolguei nesse cd tanto quanto nos outros lançamentos da banda, mas cara, Sigur rós é sempre Sigur rós né? não tem como fugir, e como diz aquela máxima, tudo que toca vira ouro, na verdade, vira amor. Sigur rós tem o dom de fazer o amor nascer nos corações dos ouvintes e isso é simplismente um dom divino.

08 – Portishead – Third

Basicamente foi a trilha sonora da melhor noite do meu ano… Se vc entende de portishead, provavelmente entendeu oque eu quis dizer.

Portishead sempre transpirou paixão, e esse cd a banda levou isso à excelência. Maravilhoso.

07 – Mogwai- The Hawk is Howling

Acho que pra todo mundo que um dia já se apaixonou pelo post rock, mogwai foi uma das grandes referências. Come on Die Young é um dos maiores clássicos da música moderna, cheio de sutilezas e beleza. Muita gente curte absurdamente os outros discos, mas, infelizmente, eu acho apenas ‘ótimos’. Esse disco veio pra intensificar essa imagem concebida na minha mente, sadly. Mogwai se reinventa a cada cd, faz música de uma forma mágica, mas infelizmente seu tempo áureo já passou. Mas quem disse que isso é algo ruim? Pelo contrário, é ótimo, magnífico, delicioso… não é perfeito, como o CODY, mas conseguiu a sétima posição do meu top.

06 – Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band – 13 Blues for Thirteen Moons

Segundo projeto dos caras que formam o Godspeed You! Black Emperor. Preciso dizer mais alguma coisa?

Tá, mas uma, 1,000,000 died to make this sound é uma das músicas que mais me emocionou na vida, provavelmente junto com sleep do GY!BE.

Som para morrer.

05 – Rin Toshite Shigure – Telecastic Fake Show

Há dois anos atrás eu nunca pensaria que uma banda japonesa faria parte desse meu top10. Provavalmente, se um eu do futuro se encontrasse comigo naquela época e me revelasse isso, eu choraria de rir dessa manifestação temporal, porque eu acreditava que seria impossivel sair alguma melodia vocal interessante através da linguagem japonesa capaz de me interessar. Não me entendam mal, por favor! Eu até gosto da cultura japonesa, o desejo por tecnologia, sua pútrida pornografia, as mídias criativas e até um post rock bem feito por lá. Mas a lingua japonesa é nojenta de feia e qualquer forma de expressão vocal já era suficiente para me fazer ter asco!

Até que um amigo me apresentou e pediu para ouvir sem preconceito o melhor power trio que ele já tinha visto. E não deu outra! A força dessa banda é absurda, eles fazem um punk-pop-hardcore com linhas vocais pegajosas, rasgadas, viciantes, em um japonês ridículamente rasgado do guitarrista e na voz deliciosa da baixista! Sério! os gritos da menina são fuderosamente deliciosos, parece que estou ouvindo Saori Kido gritando que está com TPM. Guitarras e levadas de baixo do MAL e bateria marteladada FUDIDA! Não deixem de conhecer essa banda, façam um bem à vocês mesmos! Criatividade à flor da pele.

E hoje eu digo, love ya, japan.

04 – The Sound of Animals Fighting – The Ocean and The Sun

Anthony Green cantando pra cacete. Só isso já vale a quarta posição do meu top. Desde 2006 sou fã do cara, e puta que pariu, cada vez ele manda mais. Desde aquele ep do Saosin, depois o Juturna, e depois os 2 primeiros cds do The Sound of Animals Fighting, então o On Letting Go, e então esse cd. (Tá não gostei do solo! admito! =/)

Sério, eu poderia enumerar 500 qualidades desse disco, mas sinceramente, não preciso. Apenas o tony verde vale o disco e sua busca desesperada no soulseek. Ele entrando no segundo refrão de The Swan é o feeling máximo da vida, não consigo pensar em outra forma pra expressar esse sentimento. É o feeling da vida e pronto! BAIXEM, COMPREM, OUÇAM!

03 -Constantina – Hola Amigos

Provavelmente uma das coisas que mais me deixou feliz é esse terceiro lugar. Infelizmente, eu sempre fui cabeça fechada para os sons produzidos aqui no Brasil, muitas das vezes eu tinha razão, porque no mainstream ainda somos dominados pela vontade das produtoras, que realizam os desejos simples das massas, que buscam diversão instantânea, consequentemente o produto final é vazio de conteúdo para equivaler com a cabeça vazia de grande parte da população. Claro, tempos nossos clássicos por aqui, mas, eles já são clássicos.

Constantina veio pra destruir esse tabu que existia na minha mente.

Não vou me complicar muito para falar sobre a banda, até porque seria um paradoxo com a alma da mesma. Post rock simples, sincero, delicioso, belo, singelo, despretencioso. É a melhor forma de definir essa banda mineira que tanta felicidade me deu esse ano!

Lembro da noite que eu ouvi Florentino Ariza pela primeira vez, quase pegando no sono, com o quarto todo escuro. Surpreendentemente, percebi que eles descobriram a máquina do tempo, me presenteando com uma viagem de volta a pré-escola, revivendo aqueles momentos mágicos com toda intensidade e realidade possível. E o melhor de tudo, da forma mas bela possível, através da música.

Obrigado Constantina.

02 – Bosques de Mi Mente – Ruido Branco

Piano minimalista, bem gravado, criado por um rapaz extremamente talentoso em algum lugar da espanha que se distânciou da sua familia por motivos pessoais. O album captura o espírito da solidão, à definindo de forma à fazer inveja aos maiores neuroestudiosos do mundo.

O album que melhor define o meu estado emocional esse ano. ponto.

01 – The Mars Volta – Bedlam in Goliath

Foram tantos os momentos que esse disco me acompanhou esse ano.

Chapações na frente do computador. Caminhadas sozinho no centro uma cidade grande, totalmente diferente de onde eu moro. Pirar demais com um amigo ouvindo o disco. Perder a noção que está em fila de banco. Esperando ônibus na rodoviária após o pior fim de semana do meu ano ao lado de uma fumante chata. Assistindo gostosas jogando vôlei na praça do bairro. Durante um surto no dia do meu aniversário.

Acho que é a melhor forma de descrever. É o disco pra surtar, enlouquecer de vez. Se perder no meio da loucura e criatividade alheia. Enlouqueci MUITO com esse disco e só tenho à agradecer ao Mars Volta pelo melhor cd de 2008!



De-Loused in the Comatorium
novembro 6, 2008, 11:19 pm
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Estou em lua de mel com a banda The Mars Volta, especificamente com o disco De-Loused in the Comatorium, apesar de ter ouvido todos os discos da banda ontem de forma seguida (todos excelentes).

A genialidade está implícita em cada efeito eletrônico, em cada riff da guitarra elouquecedora do Omar, no baixo absurdo, na bateria ferozmente composta, e principalmente, nos vocais inesquecivelmente animais do Cedric.

Seria interessante saber quantas vezes a capa desse disco foi usada como imagem de exibição nos instant messengers da vida; aposto que não foram poucas pessoas que se apaixonaram por essa banda instantaneamente ouvindo esse cd e desejaram espalhar a boa nova aos 7 ventos.

E você, querido(a) leitor(a) (se você por acaso existe!), qual foi o último cd que inspirou essa sensação em você?