Feliz é fado do puro inocente. Esquecida pelo mundo que ela esqueceu…


primeirodejaneirodedoismilenove.
janeiro 1, 2009, 10:31 pm
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Tirei o dia para arrumar meu quarto, que a varias semanas estava totalmente desorganizado, obviamente culpa da sagaz preguica que nunca me abandona.
Limpei os armarios, varri o chao, organizei os cds, livros, objetos.
Achei a gaveta de cartas antigas. Lembrei da primeira paixao virtual, atraves de uma cartinha que a menina me mandou de bemmmm longe, santa catarina. Uma cartinha e uma foto, fofo.
Achei as cartas das ex namoradas, das duas pra ser mais exato. Infelizmente nao foram muitas mas me ensinaram muitas coisas, consciente e inconscientemente.
Isa com sua sagacidade, capacidade de evitar os problemas maiores e sua disposicao pra enfrentar os menores. Tristemente nao tinha felicidade em seus olhos, coisa que nunca consegui colocar.
Carol, inocente, nao sabia nada da vida, e isso lhe era suficiente. Dessa inocencia eu me alimentava, preparando o estado de espirito que viria a me acompanhar poucos anos depois.

Achei tambem alguns telegramas e cartas do meu pai. Enquanto lia uma que ele usara oque lhe restava de humanidade para redigir com amor, me intrigava o porque da raiva que ainda sinto dele.
Seria pelo abandono ou por ser filho e compartilhar caracteristicas que nao me agradam?
A verdade, pelo menos por agora, eh que nao sinto mais raiva, desprezo, nem pena. Nao quero sentir pena. Compaixao tira a capacidade do ser humano de se reerguer por si, de alcancar sua redencao.
Nao preciso perdoa-lo, porque oque esta feito, acabou… virou passado. Oque importa eh o futuro, e pra esse sim estou de bracos abertos.

A proposito, guardei apenas as cartas boas, que trazem boas lembrancas, as que me recordavam coisas ruins, brigas e afim, encontraram seu lugar no lixo, apagadas da minha memoria, excluidas do meu estar.