Feliz é fado do puro inocente. Esquecida pelo mundo que ela esqueceu…


Estou vivo!
março 15, 2009, 8:37 pm
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Estou vivo…

 

Voltei de um churrasco na casa de saudosa tia Virgínia; 

Tenho saído mais, conversado com gente diferente e com pessoas intímas. Tenho ficado menos sozinho.

Até chapar com desconhecidos eu chapei. Eu acho que isso é uma mudança.

Tenho lido sobre o existencialismo. Sartre. Atualmente estou lendo “A Náusea”.

Arrumei um bico ae de garçom, mas não estou muito afim. Se me chamarem eu vou.

Dormi na casa de um amigo essa semana, bati papo até as 7 da manhã. É bom construir intimidade. É estranho, tem tempo que não faço isso.

Também tenho buscado ser mais intimo dos amigos mais antigos. Sei lá, a galera inteira é muito travada.

Sobre música: Conheci Morrissey, The Smiths, Mineral.

 

Conheci o auge dá putaria virtual, “Isabella Valentine – Jackpot, No Hands” dêem uma olhada, pervs.

 

Semana passada, fiquei umas 4 horas conversando com meu avô, sobre mil coisas. Foi bem legal.

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Sonhos
janeiro 3, 2009, 3:14 am
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E os sonhos oque sao?
Talvez vontades, desejos de uma parte de nos que eh incapaz de conhecer o medo, o conformismo e continua a acreditar que o ser ainda eh capaz de estar inteiro novamente.

Como a grande maioria das pessoas, eu passei por muitos momentos decepcionantes, conheci muitas pessoas que gostaria de apagar da minha mente. Esquecer que um dia acreditei que poderia ser amigo de todos e falar a verdade para todos.
A verdade doi. A inteligencia em certa altura, nos nos apresenta o esquecer voluntario. Quanto mais inteligentes, menos percebemos a dor, a negligencia, a ignorancia do mundo a nossa volta, e principalmente a nossa inocencia.
Eu escolhi esquecer.
Nos colocaram em casinhas brancas, simples e bonitas, nos deram uma funcao, nos forneceram um sentido, nos tornaram cidadaos. Pra que? Porque?
O pensamento eh o fenomeno de ser capaz de fazer escolhas, mas na verdade, oque escolhemos em nossa vida?
Oque assistimos? Oque comemos? Com quem andamos? Quem casamos? Onde viveremos? Quem realmente escolhe alguma coisa? Na melhor das hipoteses, apenas seguimos o nosso exemplo mais bem sucedido. Cade escolha? Cade criacao? Cade o novo? Cade a VIDA?

Jogamos no lixo oque temos de mais precioso na vida, nossa capacidade de pensar, de decidir oque faremos da nossa vida, para viver ao relento do acaso, apenas por uma coisa:
“Seguranca de saber que assim, evitando escolher, a culpa nao eh nossa.”
Mas eh. A culpa eh nossa. A culpa eh minha.

E oque eu quero, oque eu sonho?
Acho que nao sou mais capaz de tal coisa, a igreja fez bem seu trabalho em 2000 anos.
Na verdade, acho que a parte mais triste, eh olhar em volta e ver que todas as pessoas que eu conheco sao assim, sem esperanca em si mesmas. Vivendo ao acaso. Moribundos, mortos-vivos. Ainda sao apegadas ao seu personagemzinho social, mas a chama da vontade jah nao existe mais em ninguem; Sao apenas o carvao da maquina. Exatamente… como… eu…



primeirodejaneirodedoismilenove.
janeiro 1, 2009, 10:31 pm
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Tirei o dia para arrumar meu quarto, que a varias semanas estava totalmente desorganizado, obviamente culpa da sagaz preguica que nunca me abandona.
Limpei os armarios, varri o chao, organizei os cds, livros, objetos.
Achei a gaveta de cartas antigas. Lembrei da primeira paixao virtual, atraves de uma cartinha que a menina me mandou de bemmmm longe, santa catarina. Uma cartinha e uma foto, fofo.
Achei as cartas das ex namoradas, das duas pra ser mais exato. Infelizmente nao foram muitas mas me ensinaram muitas coisas, consciente e inconscientemente.
Isa com sua sagacidade, capacidade de evitar os problemas maiores e sua disposicao pra enfrentar os menores. Tristemente nao tinha felicidade em seus olhos, coisa que nunca consegui colocar.
Carol, inocente, nao sabia nada da vida, e isso lhe era suficiente. Dessa inocencia eu me alimentava, preparando o estado de espirito que viria a me acompanhar poucos anos depois.

Achei tambem alguns telegramas e cartas do meu pai. Enquanto lia uma que ele usara oque lhe restava de humanidade para redigir com amor, me intrigava o porque da raiva que ainda sinto dele.
Seria pelo abandono ou por ser filho e compartilhar caracteristicas que nao me agradam?
A verdade, pelo menos por agora, eh que nao sinto mais raiva, desprezo, nem pena. Nao quero sentir pena. Compaixao tira a capacidade do ser humano de se reerguer por si, de alcancar sua redencao.
Nao preciso perdoa-lo, porque oque esta feito, acabou… virou passado. Oque importa eh o futuro, e pra esse sim estou de bracos abertos.

A proposito, guardei apenas as cartas boas, que trazem boas lembrancas, as que me recordavam coisas ruins, brigas e afim, encontraram seu lugar no lixo, apagadas da minha memoria, excluidas do meu estar.



Independencia e liberdade
janeiro 1, 2009, 10:13 pm
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Esses dias tenho pensado muito na liberdade e no que ela representa para o ser humano.
Pensei muito em como minha forma de enxergar a vida mudou nesses poucos 20 e tantos anos que tenho.
A conclusao que cheguei foi a seguinte:
Eu nao sei lidar com liberdade. Quando eu era moleque, eu fazia, criava, existia, simplesmente porque alguem me era dono de mim, no caso, minha mae.
Explicando melhor, eh como se eu soubesse perfeitamente oque eu pudesse fazer dentro dos meus limites. Eu os conhecia muito bem, e os explorava em sem culpa. Pois se ultrapassa algum deles, logo, um puxao de orelha me faria parar e perceber melhor oque estava fazendo. Nao me preocupava pois nao precisava me preocupar. Alguem fazia o trabalho por mim.
Conforme fui crescendo, fui percebendo que liberdade eh responsabilidade e isso me assustou.
Nao queria ser dono de uma vida, de uma vida. Se desse certo beleza, mas se desse errado? A responsabilidade obviamente seria minha.
A questao eh que a partir do momento que percebi isso, parece que um veu se destacou dos meus olhos e do meu coracao e a vontade de criar aos poucos foi novamente ganhando forca dentro de mim.
Tenho vontade de fazer coisas, pintar, escrever, trabalhar, morar sozinho, viajar. E isso eh engracado porque a anos nao sentia essa vontade verdadeira, as poucas vezes nesse tempo que quis fazer algo, foi pra evitar o presente, fugir, nao enxergar a vida que esvaia em minhas maos e nao ouvir o tique do relogio incessante aos meus ouvidos.



Donnie Darko
novembro 18, 2008, 2:21 am
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Assisti esse filme em 2005, sem dar o devido valor, primeiro porque eu não tinha embasamento pra assisti-lo, e segundo, porque eu tava transando enquanto assistia, aquelas fodas bem escrotas por sinal.
2008 foi um ano intrigantemente especial (leia-se pretty fucking scary) pra mim, e assistindo o filme hoje, não pude deixar de notar que as dúvidas que guiavam a cabeça do donnie, são as que povoam meu imaginário também.

Esse ano eu tirei para estudar sobre tudo que me intrigou na vida e eu nunca tive interesse (preguiça/medo) de pesquisar antes. Amor, solidão, o pensamento, esquizofrenia, o raciocínio, os sonhos, deus, filosofia, consciência, o tempo, e por aí vai, porque como todo mundo sabe, uma coisa leva a outra.

Semana passada eu li em algum lugar sobre a atuação do jake, falando que provavelmente essa era a melhor da carreira dele, e como eu não lembrava fiquei com vontade de reassistir o filme. Baixei e tal, mas o filme ficou parado alguns dias aqui no computador.

Existem no filme diversas referencias que se encaixam na minha vida atual (muitas até), mas pelo que eu tenho lido, isso é uma coisa normal em algumas pessoas da minha idade, 20 poucos anos, essa falta de chão, mixto de medo, curiosidade e apatia quanto ao futuro. Tem muita coisa mexendo comigo atualmente.

Viagem no tempo, mundo paralelos e essas merdas foram um dos meus assuntos favoritos esse ano, li muito, pensei muito sobre isso… esse tema insiste em atiçar minha curiosidade.

Mas uma coisa que me deixou no mínimo assustado foi que eu comecei a ler “Uma breve história do tempo” do Stephen Hawking hoje, e no filme tem uma cena que claramente mostra esse livro em cima de uma mesa, sendo um dos interesses do garoto.

Outra merda que me deixou boladíssimo, foi que no meio do filme toca uma música dos anos 80 durante uma cena que tem uma representação especial pra mim, e pior ainda, finaliza com uma música que eu já pensei muito sobre a letra, quando começou a tocar, eu quase entrei em choque, parece que nego fez de sacanagem comigo.

Acho que estou ficando meio paranóico.



A arte de (não) saber fazer amigos.
outubro 25, 2008, 7:20 pm
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Eu não sei conquistar alguém. Digo, sei esconder minha falta de interesses e iludir um conhecido. Mas isso, acho que qualquer pessoa que nasceu no final do século XX sabe fazer.
Talvez isso tenha virado um sistema de defesa tão grande, que para sobreviver, todos temos que fazer isso volta e meia para não naufragar nesse oceano de solidão.
Quase todos se interessam por assuntos tão banais, tipo, “X tá de caso com Y”, “xunda está traindo loxa”, “viu o ultimo capitulo da novela?”, “ai estou tão estressado ultimamente”, “meu patrão está explodindo meus pacovás”, “deus tá voltando pra castigar todo mundo”, e por aí vai.
Existe uma necessidade absurda de todos se sentirem importantes ao mesmo tempo e basicamente os grupos de amigos nada mais são do que gladiadores disputando os ouvidos alheios por meio de agressões simples e mascaradas.
A necessidade natural amar e ser amado foi subrepujada pelo impulso de se sentir importante advinda da competição baseada no prazer.
Enquanto numa relação emocional as duas partes saem ganhando, são tratadas com respeito e atenção, nessa relação baseada em razão, oque prevalece é a disputa.
Esse assunto me lembrou um filme japonês onde duas senhoras bem velhinhas se encontraram no fim de semana, e compartilhavam da mais pura conexão sem ao menos trocar palavras. Elas apenas aproveitavam a companhia uma da outra, simples assim. Elas se comunicam através do olhar… o quão raro é isso hoje?
Chega a ser surreal em um relacionamento atual onde isso aconteça hoje em dia.
A questão é que à muito tempo eu perdi o interesse nas pessoas comuns, elas me irritam, são egoístas, apáticas, fúteis, chatas e fingem que acham que são importantes, talvez essa, a caracteristica humana pós-moderna de banalizar o mundo, que me deixe tão desinteressado por elas.
Por mais que eu tente simular um interesse quase-natural nas pessoas fora do meu circulo social, eu não consigo e só passa na minha cabeça a vontade de colocar os fones nos ouvidos e me desligar do mundo.
No meio de assuntos tão sem objetivos ou com objetivos idiotas, quase que 100% classificados como disputa ou idiotice, eu não sinto prazer em fazer parte e isso me desloca, me coloca de lado.
Esse texto não significa que eu não tenha amigos ou pessoas em minha intimidade. Significa que é dificil encontrar pessoas que não foram feitas em uma forma de padaria… é difícil mas elas existem sim. Eu conheço algumas que faço que questão de manter perto de mim.

Parafraseando Gregory House, “quem mais evita os relacionamentos, é quem sabe o verdadeiro significados que eles tem na vida de um ser humano”.



Necrofilia Publicitária da Menina Eloá.
outubro 19, 2008, 5:45 pm
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Como que vocês não conseguem ver?

Sério, eu não consigo acreditar que exista ainda gente que  se sente hipnotizada pela violência. Aqui mesmo na minha casa, TODOS estão parados em frente a televisão assistindo incansáveis tópicos sobre o caso da infeliz garota que escolheu mal escolhidamente um namorado de bosta e infelizmente morreu.

Eu sinto pena da menina, claro.

Todas as pessoas fazem más escolhas na vida e volta e meia algumas trazem conclusões trágicas. Mas não vou falar sobre a menina. deixem ela descansar em paz, tadinha.

Oque me incomoda mesmo é essa fixação que o brasileiro tem por violência. Todo mundo para oque está fazendo para acompanhar as notícias super desgastadas do caso já acabado, infelizmente de uma forma negativa. Notícias que todos já sabem quais são. Mas porque as pessoas continuam nesse hipnotismo? Estão esperando oque? que a menina volte a viver?

Infelizmente não. Oque elas estão esperando é: Ver os pais chorando na televisão, ver o infeliz, covarde e psicopata do namorado da Eloá ser morto na cadeia, para ser mais claro, ver MAIS VIOLÊNCIA.

Não é compadecimento. As pessoas ficam em cima que nem urubu voando sobre a carniça, só olhando enquanto os chacais comem o resto apodrecido doque sobrou…

Pior doque isso são os canais de televisão, que exploram esse desejo de violência cultivado dentro do cidadão comum ao máximo. Fazem entrevistas com o pai da amiga da menina, perguntam coisas extremamente idiotas e premeditadas para arrancar um choro sofrido ao telefone. Tentando levar seu público ao delírio. Ao extase supremo. Claro, pessoas se sentem hipnotizadas ao ver um choro desesperado, seu falso sentimento de indignação  ressucita dentro da alma que não consegue ver oque está acontecendo.

Nesse fuzue todo, eles continuam explorando o corpo sem vida da menina Eloá, em troca de alguns pontos no Ibope, nessa necrofilia sem fim.

Respeito? oque é isso? essa palavra não existe no nosso Aurélio.

“O mundo só conhecerá a paz quando o ser humano não mais se maravilhar com violência.”

obs: alguém se lembra de um caso de um menina que foi jogada da sacada do prédio? cadê nossos brasileiros revoltados? será que já esqueceram ou escolheram outra carniça?